FAZER ESPETÁCULOS ERA UM DELICIOSO PASSATEMPO

Postado em 17 de dezembro de 2013

No Curso de Madureza José Bonifácio conheci o Synésio e o Tadeu. Trabalhar e estudar eram duas atividades difíceis de conciliar, de modo que durante algum tempo a primeira tornou-se exclusiva. Mais adiante, para recuperar o tempo perdido o tipo de curso que depois passou a chamar-se supletivo foi a solução. Nessa época, nem o autorama nem a bicicleta faziam mais parte dos meus finais de semana. A participação apaixonante em um grupo ...

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O DIA EM QUE A DITADURA INVADIU NOSSA CASA

Postado em 29 de outubro de 2013

Meu irmão Wladimir era o primeiro da família a entrar numa faculdade. A pedagogia da USP, na Cidade Universitária, que naqueles anos 60 tinha bem menos estudantes do que hoje, mas já era mal conservada. Lajotas de cimento mal colocadas no barreiro compunham o acesso da rua para os prédios e eram jocosamente chamados de “via das dúvidas” pelos jovens usuários. Aos sábados e domingos, estudantes reunidos na faculdade ou no prédio do ...

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FORTES EMOÇÕES JUVENIS

Postado em 28 de setembro de 2013

Numa velocidade espantosa eu entrei na curva acentuada à frente e, apesar do nervosismo, das mãos suando, consegui completar a curva sem capotar. No entanto, quem vinha atrás de mim não teve a mesma sorte. Eu precisava me concentrar no imenso retão em declive após a curva, mas ainda foi possível ver o carro que me seguia dar uma violenta pirueta lateral, subir e cair fora da pista. Ouvi palavrões, xingamentos, mas consegui completar ...

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AMIGOS BOLIVIANOS NOS 60

Sapo empalhado, cabeça de jacaré e outras “belezinhas” eram os presentes que um namorado boliviano de uma de minhas irmãs, trazia às vezes à nossa casa nos anos da Cásper Líbero. O rapaz estudava taxidermia. A outra tinha melhor sorte. O namorado dela, também boliviano, não trazia esquisitices. Cantava maravilhosamente bem, ao som do violão que ambos tocavam. Na fase dos namorados bolivianos de minhas irmãs, ficou clara para ...

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Feira boliviana que ocorre aos domingos no bairro do Pari, em São Paulo

PRIMEIRO EMPREGO – OFFICE-BOY

Postado em 18 de agosto de 2013

Conhecer as ruas do centro de São Paulo foi uma grande descoberta por volta dos 14 anos. Minha irmã Carmen namorava com o Amilcar, que trabalhava numa empresa de financiamento e investimento chamada Investa, na Rua Barão de Itapetininga e com mais um escritório na Rua Conselheiro Crispiniano. Nesse, eles precisavam de um office-boy e essa foi a chance de entrar para o mundo dos engravatados. Sim, na época até office-boy usava gravata. L...

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MISSA, FUTEBOL, PISCINA E CHOCOLATES.

Postado em 4 de agosto de 2013

Se você já falou debaixo d’água, em piscina, mar, rio ou banheira mesmo, então curtiu uma das grandes delícias da infância. Nos tempos do Colégio São Bento, na fase em que já morávamos na Av. Cásper Líbero, a turma se alegrava quando conquistava a permissão dos padres num sábado, para jogar bola na excelente quadra coberta, ao lado do imenso pátio. Geralmente minha posição era a de goleiro, atribuída pelos meus queridos ...

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NOITE DE SÁBADO NA CASA DOS BUCCI

Postado em 29 de julho de 2013

Sábado a noite tem sempre clima de festa. Na minha adolescência isso acontecia do mesmo jeito, só que no meu prédio. Nos anos 60 o Edifício Anelhe na Av. Cásper Líbero, apesar de estar em pleno centro de São Paulo, tinha um certo clima de bairro. Às vezes até de interior. Os vizinhos se cumprimentavam pelos nomes, alguns visitavam-se eventualmente e como em vários apartamentos havia meninos e meninas mais ou menos da mesma idade, as ...

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O DIA QUE A GENI VENCEU O DITÃO, LOGO NA ENTRADA DO SAGUÃO.

Postado em 1 de junho de 2013

Em 1966, logo nos primeiros meses após mudarmos para o Edifício Anelhe na Av. Cásper Líbero 573, a vida no centro de São Paulo era um deslumbramento quase diário. A Estação Rodoviária de São Paulo era muito perto e lá, eu e meu irmão caçula andamos pela primeira vez numa escada rolante. Primeiro com medo de cair, depois descendo pelo outro lado até o térreo para voltar a subir na “escada que andava sozinha”, ao som dos ...

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LEMBRANÇAS DE CERVEJA, QUANDO EU SÓ BEBIA KI-SUCO

Postado em 13 de abril de 2013

Na calçada do bar do Abdala, na rua Conselheiro Moreira de Barros, em frente a um posto de gasolina, eu brincava de bolinha de gude com o neto dele em algumas manhãs de sábado, quando acompanhava meu pai que, lá dentro, tomava uma cerveja antes do almoço. Cerveja era coisa especial, apenas para uma vez por semana ou só em festas. Adulto que bebia com um pouco mais de regularidade, tomava uma pinguinha “digestiva” ou como aperitivo prá ...

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BRONCA DE MÃE DOÍA. ESTILINGADA DE MAMONA, NÃO!

Postado em 30 de março de 2013

No começo dos anos 60 eu ainda brincava na rua, construía carrinho de rolemã, empinava papagaio (pipa, capucheta, pandorga, quadrado, etc.) e fazia guerra com estilingue com semente de mamona. Depois da escola matinal dos padres salesianos e a lição de casa feita após o almoço, ganhávamos a rua. A molecada da rua de baixo, que beirava a linha do trenzinho da Cantareira, contra a molecada das ruas de cima: Andrade Figueira e Wilson ...

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