REPÚBLICA – A PRAÇA HIPPIE EM 60 E 70

Postado em 18 de maio de 2014

Um feriado ou final de semana do começo dos anos 70 no centro da cidade de São Paulo, onde morávamos, oferecia entre seus atrativos uma variedade enorme de cinemas. Nos mais elegantes como Ipiranga, Marabá, Marrocos, Rivoli, Olido, Metro e outros, apenas um filme, mas sempre recente. Nos mais populares, sessão dupla. Era entrar às duas da tarde, entupir-se de pipoca com manteiga, Mentex, drops Dulcora e sair às seis. Nesse horário, ...

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Férias em Mirassol nos anos 60

Postado em 24 de fevereiro de 2014

Antes de minha irmã Maruxia conhecer o seu futuro marido, namorou durante algum tempo um rapaz que morava no apartamento em frente ao nosso, na Av. Cásper Líbero, cuja proprietária e sua filha tinham transformado a grande sala num salão de beleza que atendia freguesas da região e também alugava um quarto para dois rapazes. Um deles, o Gilberto, original da cidade de Mirassol. Eu não lembro mais em que ele trabalhava. Mas o fato é que, ...

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BRASIL TRICAMPEÃO E A FILHA DO RELOJOEIRO

Postado em 31 de dezembro de 2013

“Noventa milhões em ação, prá frente Brasil, do meu coração. Todos juntos vamos, prá frente Brasil, salve a seleção. De repente é aquela corrente prá frente, parece que todo Brasil deu a mão. Todos ligados na mesma emoção. Tudo é um só coração, todos juntos vamos, prá frente Brasil, Brasil, salve a seleção”. Pois é. Em 1970, ano do tricampeonato da seleção brasileira, o país tinha apenas 90 milhões de habitantes ...

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UM COLEGA DO TEATRO FOI PRESO. E NEM FOI A DITADURA

Postado em 26 de dezembro de 2013

Nos sábados à tarde em que havia ensaio do grupo de teatro infantil na casa da Teresa Cuoco, a mãe dela, Lourdes, preparava um lanche digno de se ir sem ter almoçado durante três dias. Aliás, até então eu nunca tinha conhecido uma família tão engajada nas atividades de uma de suas integrantes como a família da Teresa, adolescente como nós, talentosa e dedicada. O Cláudio Cuoco, pai da Teresa - gerente de uma agência do Banco ...

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ENTRE O BANCO E O TEATRO.

Postado em 22 de dezembro de 2013

Chovia muito naquele começo de tarde, quando eu saia do Banco Frances e Italiano pela porta dos fundos que dava para a Rua XV de Novembro, destinada a funcionários. Confraternização às 11 horas da manhã de uma sexta-feira, troca de presentes de amigo secreto seguida de salgadinhos, mini sanduíches, refrigerantes, cervejas e uísque London Tower, do qual eu tomei várias doses. Apesar do calor típico de dezembro e do sol brilhando ...

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FAZER ESPETÁCULOS ERA UM DELICIOSO PASSATEMPO

Postado em 17 de dezembro de 2013

No Curso de Madureza José Bonifácio conheci o Synésio e o Tadeu. Trabalhar e estudar eram duas atividades difíceis de conciliar, de modo que durante algum tempo a primeira tornou-se exclusiva. Mais adiante, para recuperar o tempo perdido o tipo de curso que depois passou a chamar-se supletivo foi a solução. Nessa época, nem o autorama nem a bicicleta faziam mais parte dos meus finais de semana. A participação apaixonante em um grupo ...

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O DIA EM QUE A DITADURA INVADIU NOSSA CASA

Postado em 29 de outubro de 2013

Meu irmão Wladimir era o primeiro da família a entrar numa faculdade. A pedagogia da USP, na Cidade Universitária, que naqueles anos 60 tinha bem menos estudantes do que hoje, mas já era mal conservada. Lajotas de cimento mal colocadas no barreiro compunham o acesso da rua para os prédios e eram jocosamente chamados de “via das dúvidas” pelos jovens usuários. Aos sábados e domingos, estudantes reunidos na faculdade ou no prédio do ...

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FORTES EMOÇÕES JUVENIS

Postado em 28 de setembro de 2013

Numa velocidade espantosa eu entrei na curva acentuada à frente e, apesar do nervosismo, das mãos suando, consegui completar a curva sem capotar. No entanto, quem vinha atrás de mim não teve a mesma sorte. Eu precisava me concentrar no imenso retão em declive após a curva, mas ainda foi possível ver o carro que me seguia dar uma violenta pirueta lateral, subir e cair fora da pista. Ouvi palavrões, xingamentos, mas consegui completar ...

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AMIGOS BOLIVIANOS NOS 60

Sapo empalhado, cabeça de jacaré e outras “belezinhas” eram os presentes que um namorado boliviano de uma de minhas irmãs, trazia às vezes à nossa casa nos anos da Cásper Líbero. O rapaz estudava taxidermia. A outra tinha melhor sorte. O namorado dela, também boliviano, não trazia esquisitices. Cantava maravilhosamente bem, ao som do violão que ambos tocavam. Na fase dos namorados bolivianos de minhas irmãs, ficou clara para ...

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Feira boliviana que ocorre aos domingos no bairro do Pari, em São Paulo

PRIMEIRO EMPREGO – OFFICE-BOY

Postado em 18 de agosto de 2013

Conhecer as ruas do centro de São Paulo foi uma grande descoberta por volta dos 14 anos. Minha irmã Carmen namorava com o Amilcar, que trabalhava numa empresa de financiamento e investimento chamada Investa, na Rua Barão de Itapetininga e com mais um escritório na Rua Conselheiro Crispiniano. Nesse, eles precisavam de um office-boy e essa foi a chance de entrar para o mundo dos engravatados. Sim, na época até office-boy usava gravata. L...

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