Meus Três EUs

Postado em 16 de abril de 2021

Por sorte tenho nome comprido e isso me permite identificar meus três ‘eus’ principais. Pra quem não sabe, meu nome completo é Carlos Andrés (com s, sim) José Ganzelevitch Vargas. Cinco nomes. Bem menos que os 18 de D. Pedro I, mas suficiente para este tema. O ‘eu’ mais formal e protocolar é o Carlos Vargas, primeiro nome e último sobrenome. Consta nas passagens aéreas, nos cartões de crédito e é esse que chamam nas ...

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Reflexão no caos

Postado em 16 de abril de 2021

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Prosaico domingo à tarde em 67

Chovia uma chuva fina e persistente naquela tarde de domingo do comecinho de ano. Os enfeites de Natal ainda estavam em quase todos os prédios, aguardando o dia 6, quando após o Dia de Reis, para quem comemora a data, todos os adereços e ornamentos voltariam para as suas caixas, aguardando o Natal seguinte. Não havia quase ninguém nas ruas, no caminho para o supermercado Peg Pag da Av. Rio Branco onde, a pedido de minha mãe, deveria ...

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Réveillon da São Paulo dos anos 60

No final dos anos 60 o réveillon da cidade não era muito diferente de hoje em dia, exceto pela enorme quantidade de rojões barulhentos e quase nenhuma preocupação com idosos, crianças, cachorros e outros viventes que hoje, começamos a ter consciência de que se incomodam com estrondos. Mas a comemoração em si mudou pouco. Já o cenário, este sim era bem diferente. Sem internet nem celulares e com a TV bem mais pobre em programação, ...

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O Bacalhau e as Batatas

Postado em 31 de dezembro de 2019

Quem me conhece mais de perto sabe que eu não gosto de bacalhau. Nunca gostei. Mas às vezes ha situações sociais que nos colocam em saia justa. Durante o projeto de consultoria a micro e pequenas indústrias do plástico, no ABC, o coordenador me convidou uma vez para almoçar. Fomos a um clube numa das cidades da região onde, ao chegarmos, ele anunciou satisfeito: "Trouxe você aqui hoje porque você vai comer o melhor bacalhau do ...

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Uma ilha de privacidade com ótimo café

São Paulo tem alguns milhares de cafeterias. As estatísticas não são precisas, mas o fato é que essas casas são portos de parada de pessoas em busca de alguns minutos de paz. Diferente dos restaurantes, onde se vai para refeições completas e reuniões ou dos bares, onde a frequência é mais noturna e, não raro, em grupos de 4 ou mais pessoas, as cafeterias oferecem ao cliente um ambiente mais individual ou para conversas reservadas com ...

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SÃO PAULO DO MEU TEMPO DE OFFICE BOY

Postado em 25 de janeiro de 2019

Nos anos 60 eu cruzava as ruas do centro, de pastinha na mão, muitas tarefas de bancos pra fazer e muita vontade de conhecer lugares e coisas. Duas casas eram uma atração especial. A Casa Edmea, na Av. Cásper Líbero, com seus queijos e laticínios finos e a Casa Godinho, que vendia arenque defumado, ovas secas defumadas de tainha, barras de alcaçuz, cubinhos de açúcar importados e outras iguarias caras e muito atraentes para mim. Meu ...

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Synésio Jr. gravou seu nome entre os conhecedores da MPB e na memória de quem o conheceu.

Postado em 1 de fevereiro de 2017

Nos anos 60 um grupo de ingênuos e inconsequentes amigos iniciaram um empreendimento artístico com o nome de SYTA Produções, somando as duas primeiras sílabas dos dois principais fundadores, Synésio e Tadeu. Junto com amigos da mesma Rua Gabriel dos Santos e com colegas de escola, o Synésio liderou a turma na realização do 1º Festival de Música dos Bancários, vários festivais de musica de escolas estaduais, Gincana Kibon, e outros ...

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E durante a ditadura? Tinha corrupção?

Naquele final de tarde de novembro de 1972, sexta-feira, eu saia de mais um dia de trabalho na distribuidora de cimento OCG, no prédio da Rua Boa Vista, encontrando um entardecer abafado após pesada chuva. Da rua vinha o cheiro do asfalto molhado, ainda quente do dia de verão e o som das rodas dos carros e ônibus espalhando a fina camada de água que ainda persistia sobre a movimentada via. O país vivia o milagre econômico sob a mão ...

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COMI O PRIMEIRO PEIXE CRU E ACHEI QUE ESTAVAM ME GOZANDO.

Postado em 23 de junho de 2014

Nos anos 70 era quase impossível encontrar um brasileiro num restaurante japonês do bairro da Liberdade, em São Paulo. Os poucos que eventualmente se viam, em geral estavam acompanhando amigos japoneses ou descendentes. A gastronomia conhecida era a italiana, a portuguesa, a árabe, colônias antigas e com cultura e costumes fortemente consolidados na cidade. Outras eram menos notórias, mas também razoavelmente conhecidas como a lituana, ...

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